quarta-feira, 13 de abril de 2011

Apenas apanhei na beira-mar...


... Um táxi pra estação lunar...

José Ramalho Neto, mais conhecido como Zé Ramalho, suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus blue caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de histórias em quadrinhos em suas músicas.

Uma pessoa muito importante no nosso cenário musical, com músicas que falam de amor e de rebeldia. Particularmente, eu adoro...

Táxi Lunar
ELA ME DEU O SEU AMOR
EU TOMEI
NO DIA 16 DE MAIO
VIAJEI
ESPAÇONAVE ATROPELADA
PROCUREI
O MEU AMOR APERREADO

APENAS APANHEI NA BEIRA-MAR
UM TÁXI PRA ESTAÇÃO LUNAR

BELA LINDA CRIATURA
BONITA
NEM MENINA NEM MULHER
TEM ESPELHO NO SEU ROSTO
DE NEVE
NEM MENINA NEM MULHER

APENAS APANHEI NA BEIRA-MAR
UM TÁXI PRA ESTAÇÃO LUNAR
PELA SUA CABELEIRA
VERMELHA
PELOS RAIOS DESSE SOL
LILÁS
PELO FOGO DO TEU CORPO
CENTELHA
BELOS RAIOS DESSE SOL

APENAS APANHEI NA BEIRA-MAR
UM TÁXI PRA ESTAÇÃO LUNAR





sexta-feira, 8 de abril de 2011

Please don't say you're sorry


Acho que todas nós já escutamos várias vezes isso.... quem traduz melhor o significado disso é a Madonna em sua música "Sorry". Eu me cansei também de ouvir isso, assim como ela. Pior, qeu quem pede desculpas, já sabia antes que ia te magoar...
"Depois que inventaram a palavra "desculpas" ficou mais fácil magoar os outros...."

Sorry - Madonna

Je suis désolé
Lo siento
Ik ben droevig
Sono spiacente
Perdóname

I've heard it all before
I've heard it all before
I've heard it all before
I've heard it all before

I don't wanna hear, I don't wanna know
Please don't say you're sorry
I've heard it all before
And I can take care of myself
I don't wanna hear, I don't wanna know
Please don't say 'forgive me'
I've seen it all before
And I can't take it anymore

(...)

Don't explain yourself cause talk is cheap
There's more important things than hearing you speak
You stayed cause I made it so convenient
Don't explain yourself, you'll never see

Gomenasai
Mujhe maph kardo
Przepraszam
Slicha
Forgive me...







quinta-feira, 7 de abril de 2011

Almirante!


Conhecido por sua voz malandra e seu jeito faceiro de cantar, Jorge Veiga, é um dos grandes intérpretes do samba, aliando, em seu repertório, sambas de breque, de gafieira e carnavalescos. Nascido no Engenho de Dentro, começou a vida artística em 1934, na Rádio Metropolis, mas só obteve sucesso dez anos depois, no carnaval de 1944, com o samba "Iracema". Já com sua personalidade irreverente moldada, Jorge lançou sucessos como "Rosalina", "Cabo Laurindo", "Eu Quero É Rosetá" e "Estatutos da Gafieira", entre outros. Em 1971, lançou o LP "De Leve" em parceria com Cyro Monteiro, outro das maiores cantores do samba carioca. Eternizando sua carreira, lançou, em 1975, "O Melhor de Jorge Veiga".

Conversa De Botequim (Jorge Veiga)

[REFRÃO]:
Seu garçom, faça o favor
De me trazer depressa
Uma boa média
Que não seja requentada
Um pão bem quente
Com manteiga à beça
E um guardanapo
E um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita
Com muito cuidado
Que eu não estou disposto a ficar
Exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palito
E um cigarro pra espantar mosquito
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste uma revista
Um cinzeiro e um isqueiro

[REFRÃO]

Telefone ao menos uma vez
Para 344333
E ordene ao Seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom, me empreste algum dinheiro
Que eu deixei o meu com um bicheiro
Faz dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
Num cabide ali em frente

[REFRÃO]





segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Liberdade não é Utopia!"


"Liberdade não é Utopia!"

É com essa magnífica citação que começo meu post de hoje. Não somente como escritora, mas como fã, esse ano, exatamente dia 22 de outubro, fará 15 anos que Renato Russo foi tirado desse mundo de tédio, com T bem grande pra você! (quem conhece, sabe!)
Acordei com vontade de escrever sobre minha paixão platônica pelo Renato, Legião e tudo o que escreveu, sentiu, passou...
Me inspira muito escutar ou simplesmente ler o que ele escreveu, Renato sabia (sabe ainda) tocar profundamente a alma de quem escuta suas músicas, músicas profundas, deprimentes, tristes. Escutar Legião Urabana é muito mais do que simplesmente ecutar Legião Urbana, é sentir, respirar, amar, tem que tocar fundo na alma para se poder entender o que realamente quer ser passado.
Que perdoe Vinícius, Clarice, Olavo, Fernando... Renato foi um dos maiores poetas que já existiu em nossa literatura, suas poesias em forma de canção, de protesto, um protesto melancólo e ao mesmo tempo forte e sincero. Um amor não correspondido, mas compreendido. Um amor perdido, mas bem amado... Suas letras contem tudo o que os poetas buscam para escrever seus poemas, romance, solidão, tristeza, protesto, anarquia suja, cidades imundas pela pobreza e pela falta de amor, ódio, rancor, tédio, pureza, paz...
Reanto sempre conseguiu tocar em todas vertentes da poesia, fez uma poesia tradicional e emotiva, gótica e anarquica, sem ser massante e chato. Sem sem podre e triste. Renato atingiu todos os objetivos que uma música pretende, "tocar" o ouvinte, não apenas ser ouvida por seus fãs.
Particularmente, tenho como muitas filosofias de minha vida músicas, pensamentos e frases do Renato e levo isso comigo e passo à adiante sempre que cabe na situação (porém é dificil achar uma situação que não se encaixa uma delas).
Suas músicas são a trilha sonara de toda a minha vida. Mais que um músico e poeta. Não existe no dicionário nem na nossa língua, nem em outra língua uma palavra que deefina Renato Russo. Para mim, o maior poeta que já existiu, e como todos os grandes poetas, já o perdemos.

Indico:
Para Leitura: "Conversações com Renato Russo", pós vida.
"Depois do Fim - vida, amor e morte nas canções da Legião Urbana", de Angélica Castilho e Erica Schlude.
"O Trovador Solitário", de Arthur Dapieve.
"Renato Russo: O filho da Revolução", do jornalista Carlos Marcelo Carvalho.

Para Ouvir: "Renato Russo Presente" - é lindo!
"Como é que se diz eu te amo" - é o melhor ao vivo do Legião Urbana.


"Nunca, Nunca, Nunca deixe alguém te dizer que aquilo que você acredita é babaquice, que de repente o teu sonho não vai dar certo..."